segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mea Máxima Culpa

Perdão. Devo pedir isso a quem não dei o meu depoimento. Não sei se é oportuno, porém, sinto que o termo “depor” sempre vai me soar como uma obrigação, algo forçado em meu texto. Não sou eu “falando”. Talvez isso se deva pelos anos ao lado dos advogados, que usam esse termo o tempo inteiro e eu acabei pasteurizando seu significado em meu inconsciente. Audiência: onde se premedita quem vai depor, o que falar e como dizer, o que pode ser dito e o que não pode...

Já com relação aos sites de relacionamento, é sobre se expor. Não que eu não me exponha, não possa me expor. Mas, o que dizer aos seus iguais, de modo a não gerar pseudopolêmicas acerca de tabus sexuais, ou mesmo sugestões comportamentais como “quem faz isso, e de que jeito”.

Enfim, tento evitar o discurso rico de pensamentos de massa, teorias improváveis que fariam hipócritas felizes, mas magoariam as pessoas que amo.

Quem tem a informação tem o poder, no jargão da ciência, então me recuso a disponibilizar esse poder por vontade própria.

Mas isso tudo acima não impede de alguém querer um depoimento. Sou adulto, me acho adulto, posso lidar com meras observações e com achismos derivados de meras observações. Acredito. 18 de maio de 2009, 22h28min.

Um comentário:

C. disse...

Realmente esse tem mais a sua cara, digamos que um texto meio conturbado, ora diz uma coisa, que parece querer dizer outra, enfim, acredito ser o reflexo do que se passa no seu intimo.