segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

10 erros que acabam mais rápido com sua moto

Roberto Agresti alerta para maus hábitos até na hora da lavagem.

Roberto AgrestiEspecial para o G1


1) Ignorar o óleo, este carente...
Não basta apenas trocar o óleo no prazo recomendado pelo fabricante. Motores de motocicletas, em geral, são mais exigidos que os de automóvel. Especialmente nos motores refrigerados a ar, o óleo tem dupla função, lubrificar e refrigerar o motor, o que torna vital prestar atenção nele.
E mais: nas motos o óleo do motor cumpre papel duplo, pois, ao contrário dos motores automobilísticos, que têm óleo de motor e óleo de câmbio, nas motos o óleo é um só. Rodar com óleo vencido é um grande pecado, assim como é grave o descuido do nível recomendado. Habituar-se a verificar se a quantidade está correta pela varetinha (ou pelo mais prático visor, que há em alguns modelos) deve ser um ritual frequente.
E se o óleo baixou? Opa, opa... Motores consomem óleo, mas isso deve ser algo mínimo (às vezes a quantidade admissível está indicada no manual da moto). Mas se o consumo do óleo se tornar alto – 20% do volume total entre os intervalos de troca já é muito –, procure saber a causa.
Observar o chão do lugar onde a moto fica estacionada em busca de manchas é o procedimento mais óbvio. Se há pingos, descubra de onde eles vêm. Se o motor não tiver sinais de vazamento evidentes, mas apenas locais úmidos, "babados" (nos quais frequentemente a fuligem adere e forma sujeirinha), o mecânico deve avaliar. Pode ser o caso de substituir juntas cansadas ou ver se tal perda não ocorre por conta de uma bem mais grave trinca no metal.
Grave mesmo será se a ponteira de escape estiver úmida e, quando o motor for acelerado, dela sair fumaça. Este é o sinal que está na hora de uma retífica, ou ao menos uma troca dos anéis e verificação da vedação das guias de válvulas.

2) Mão 'colada' na embreagem
Quanto menos usada for a embreagem, mais ela vai durar. E, por "usada", entenda acionada. Parou no semáforo? Habitue-se a colocar o câmbio em ponto morto. Ficar com a mão apertando a alavanca de embreagem só se justifica se você souber que o sinal vai abrir rapidamente.
Outra coisa que "mata" a embreagem é o (mau) hábito de usá-la para dar a famosa "queimada" para fazer a rotação do motor subir levemente, o que pode até ser necessário em algumas situações (sair em uma rampa muito íngreme ou passar por um obstáculo de maneira suave, evitando trancos na transmissão). Porém, o melhor mesmo é usar a embreagem o mínimo e aprender a dosar o acelerador de modo correto.

3) Pneus murchos
Tudo de ruim pode acontecer com pneus murchos: furam mais facilmente e, se um buraco for muito malvado, a carcaça pode ficar comprometida, se rompendo e obrigando você à crueldade que é ter que jogar fora um pneu com cara de novo, mas que não presta mais. Outro dano que pneus com pressão abaixo da indicada acarretam diz respeito às rodas, que ficam mais vulneráveis a amassados ou, pior, quebras. Em pneus sem câmara a roda tem papel crítico, pois, se entortar e/ou amassar, facilitará a perda do ar. Assim, sempre que for sair com a moto dê uma passada de olhos nos pneus e respeite a calibragem recomendada pelo fabricante, verificando-a no mínimo uma vez por semana.

4) Amortecedor 'eterno'
 Alguns motociclistas acham que o amortecedor é eterno e jamais cogitam a troca. Eles vão se acostumando à perda da eficiência deste importante componente.
Na verdade, não importa se você anda devagar ou rápido ou se as ruas que você frequenta são bem pavimentadas ou não. Mais cedo ou mais tarde, será necessário trocar o amortecedor. Ou trocá-los, no caso de motos com um par de amortecedores na traseira.
Como o próprio nome diz, a função deles é amortecer: quando ficam velhos e perdem tal capacidade, causam em casos extremos trincas e até rupturas no chassi da moto, algo que definitivamente não é desejável. Na suspensão dianteira há necessidade de substituição do óleo e das molas internas. Quando? O modo mais fácil de verificar se a frente de sua moto está "cansada" é em frenagens mais fortes, pois nesta situação não deve nunca ocorrer o perigoso "fim de curso", ou seja, a suspensão perder a função, pois chegou ao batente inferior.

5) Desligar o motor na descida
É o famoso barato que sai caro: na ânsia de economizar combustível, muitos simplesmente desligam o motor e percorrem longos trechos em descida. Por que não pode? Porque o motor para de funcionar, mas a transmissão, não. As engrenagens internas do câmbio continuam trabalhando, acionadas pela corrente, e a lubrificação interna nessa condição não conta com a necessária (em alguns modelos) pressão da bomba de óleo, pois... o motor está desligado.
Outra variedade desse pão-durismo de graves consequências é deixar a moto deslizar estrada abaixo com a embreagem acionada e o motor em marcha-lenta. Nesse caso a bomba de óleo está funcionando, mas com pressão mínima, o que dá quase na mesma do que se o motor estivesse apagado 100%. E, além disso, neste caso, a embreagem acionada por longo período prejudica, como visto lá no alto, partes do sistema, principalmente a bucha da campana (em motos que a possuem).

6) Corrente frouxa e ressecada
A vida útil de uma corrente e seus parceiros, a coroa e o pinhão (conjunto chamado de transmissão secundária), depende fortemente do quanto você vai lubrificá-la.
Não são componentes eternos, mas. especialmente a corrente, podem "viver" muito mais caso recebam frequentemente um spray lubrificante adequado a este fim. É um tipo de óleo que tem como característica aderir à superfície e não ser arremessado rumo à sua calça nova ou, pior, à de sua passageira pela força centrífuga, quando a moto entra em movimento.
E o planeta diz obrigado também, já que o lubrificante específico para correntes de transmissão usado no lugar do mais popular óleo queimado de motor é ecologicamente mais correto. Outra ação que aumenta a vida útil da transmissão secundária é manter a corrente na tensão correta, nem muito esticada, nem muito frouxa.
7) Caixa de direção folgadaSensibilidade é preciso, mas não muita, para notar que a caixa de direção afrouxou. O mais evidente sintoma são barulhos vindos da região abaixo do guidão, um "toc, toc, toc" que é mais fácil de perceber em ruas esburacadas. O que fazer? Aperto já. Sem o devido ajuste, o que seria apenas um pequeno probleminha solucionável por uma simples ação do seu mecânico e ferramenta apropriada se torna um custo mais alto, pois andar com a caixa folgada implicará na avaria dos rolamentos.
E, como saber se os rolamentos já estão ruins? Simples: levante a roda dianteira do chão (coloque a moto no cavalete central ou, caso não haja, peça a alguém para inclinar a moto no cavalete lateral o suficiente para você fazer o teste...) e sinta se não há "calos" ao virar o guidão de um lado para o outro. Fazer isso em chão bem liso não é ideal, mas também funciona. Atenção: tão ruim quanto andar com a caixa de direção solta é andar com ela muito apertada, o que se nota pela dificuldade em girar o guidão. Neste caso, não só o rolamento sofre como a dirigibilidade fica prejudicada.

8) Rotação baixa ou alta demais
Forçar o motor não é, como muitos pensam, apenas "esticar as marchas", usando-o em altas rotações por longos períodos. Tão prejudicial quanto é rodar em rotações muito baixas. Há motociclistas que têm preguiça de reduzir as marchas e deixam o motor cair de rotação exageradamente, um erro que se paga caro, pois isso reduz a durabilidade tanto quanto o oposto, ou seja, a rotação alta demais. O ideal é nunca abusar dos extremos.

9) Lavagem com jato de água
Lavar a moto? Sim, mas cuidado com as máquinas que lançam jato de água com pressão. Motores (mas também componentes de suspensão) têm retentores cá e lá, dispositivos nascidos para, como diz o próprio nome, reter seja o que for o caso, óleo ou outro tipo de líquido.
Acontece que eles foram bolados para resistir principalmente à  pressão de dentro para fora, e, quando recebem um jato de água na direção oposta, adeus. Outra vítima frequente desses jatos d'água sob pressão são os adesivos, especialmente aqueles das partes plásticas. O segredo, ao lavar a moto usando as "waps" da vida é não exagerar na proximidade do jato e evitar mirar em um só lugar por muito tempo.

10) Gasolina 'batizada'
Miséria custa caro. Escolher qualquer gasolina nestes tempos de "safadeza generalizada" é mais do que arriscado. Nas motos com carburador, o efeito de uma gasolina "batizada" se percebe na hora: a moto falha, perde desempenho e, em caso extremo, deixa de funcionar.
Já nos modelos com injeção eletrônica o problema pode ser mascarado pelo sistema – mas uma dificuldade maior ao ligar o motor e, claro, perda de desempenho aliada a consumo elevado, dá bandeira que o combustível é ruim. E assim como nos automóveis, muitas das motos atuais têm suas bombas instaladas dentro do tanque e dependem de razoável quantidade de gasolina para funcionarem bem, evitando um mortal (para a bomba...) superaquecimento.

Roberto Agresti escreve sobre motocicletas há três décadas. Nesta coluna no G1, compartilha dicas sobre pilotagem, segurança e as tendências do universo das duas rodas.

Fonte: http://g1.globo.com/carros/dicas-de-motos/noticia/2013/08/10-erros-que-acabam-mais-rapido-com-sua-moto.html 






terça-feira, 17 de maio de 2016

Estória em quadrinhos

Me sinto meio personagem de quadrinhos, às vezes. Sempre que preciso fazer algo novo, fico esperando um convite. Quase como um vampiro, que nas estórias em quadrinhos precisam de um convite para entrar na casa da vítima que pretende fazer.
E que não parece mas sou tímido. Timidez seletiva, dizem. Mas muito tímido. Não sei pedir, não gosto de pedir favores, e se dependo do aceite de outra pessoa com a qual não tenho intimidade, é um tormento.
Coisa difícil essa de intimidade. As vezes se fica íntimo de alguém do trabalho e o seu irmão, alguém que nasceu do mesmo ventre que você, um entrave psicológico impossibilita uma conversa de dez minutos. Um estranho me deixa mais à vontade, se essa expressão puder ser usada aqui.
Acredito que algumas coisas não podem ser ensinadas, e intimidade é uma delas. Mas está depende de outros fatores de conhecimento próprio e amor, empatia, cortesia e bondade eu acredito firmemente que são características ensinadas.
Aí se alguém se conhece bem, tem os sentimentos bem resolvidos, tem composição e empatia, fica fácil criar intimidade com outros seres parecidos. A excessão daqueles que não gostam de gente. Mas creio que isso pode ser resolvido ensinando a essa criatura um pouco de empatia.
Viver dá trabalho e não tem fórmula, mas faz parte das minhas crenças pessoais utilizar a máxima de Sócrates: Conhece-te a ti mesmo (e ganharás o mundo? Ou talvez um pouco de paz). De uma coisa tenhamos certeza: você vai precisar fazer boas escolhas e o auto conhecimento é de fato uns delas.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Respondendo perguntas implícitas.

Sempre me perguntam assuntos complexos. Não sei se é uma coisa natural para todo mundo, mas escuto sempre:
Por que você não compra um carro, já que é mais confortável e mais seguro?
Como você consegue morar sozinho?
Por que estudar sociologia, já que isso não dará uma boa renda no futuro?
Para responder essas intrigantes perguntas com perfeição teria que recorrer a muitas experiências pessoais que acredito não valham a pena serem expostas, mas posso tentar responder de uma maneira menos complexa, embora Edgar Morin alerte que isso não é mais possível.
Em primeiro lugar, nesse texto, posto que não seria capaz de lembra das minhas primeiras conclusões sobre a vida, cada sujeito aprimora suas decisões a partir de suas experiências, principalmente de como ele encara o que não lhe é permitido. Então, acredito que o que ajuda a explicar o gosto pela motocicleta, seriam as impossibilidades de locomoção: já que não há uma estrutura de locomoção que me atenda, então vou providenciar outro, no limite das minhas possibilidades financeiras. Acontece que quando subi numa motocicleta a primeira vez, foi integração total homem-máquina. Isso eu não poderia explicar mesmo que tentasse.
Outro ponto seria que minha noção de conforto é um pouco diversa: por exemplo, prefiro sol a condicionadores de ar. Vai entender...
Quanto a morar só, tem a ver com liberdade mas, principalmente, tem a ver com incredulidade nas convenções. Explico: não acredito que "ser social é se obrigar a aguentar as neuras de outro ser". Eu me relaciono bem com outros seres, independente da configuração, pois olho para a camada mais primitiva. Mas simplesmente acredito que é possível ser feliz sozinho. É a única forma verdadeira de felicidade: a de ser feliz consigo.
Quanto a sociologia eu diria que foi a forma complexa, desmistificada e por vezes encoberta da sociedade que me atraiu. Não para desmascarar o outro, mas para entender a mim mesmo. E entender como o mundo se tornou tão complexo.

domingo, 27 de março de 2016

Tempo

Há tempos não escrevo aqui.

Não sou escritor profissional, mas já colaborei com alguns sítios, e costumava escrever sobre minhas viagens pessoais. O que pratico, como laser principal, costuma estar enquadrado na categoria de moto turismo. Mas como eu comecei o blog com poesias, num momento da vida que elas fluíam, quase não publiquei textos em prosa. A ideia inicial eram os sonetos.
As histórias que vivo no motociclismo foram ficando viscerais e, para não parecer um ser humano magoado, eu não mais escrevi. Os blogs foram perdendo lugar para o YouTube. E eu fui ficando com menos inspiração para reescrever. Há anos tentando terminar uma graduação.O acesso a meus textos são muito escassos. Não justificaria um trabalho, a não ser o prazer em escrever, em contar histórias. Só isso era o que bastava.
Sinto necessidade de continuar escrevendo.
A timidez não me permite fazer vídeos ou filmar o meu dia. O que me resta é reencontrar o prazer de escrever. E sigo tentando...
Joel Gomes - 27/03/16 16h54mim.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

DEZ EQUIPAMENTOS ESSENCIAIS PARA ANDAR DE MOTO COM SEGURANÇA

Motocicleta é igual bike: mais cedo ou mais tarde o condutor vai ter a triste experiência de cair. Para evitar danos maiores, listamos itens importantes que podem ser comprados sem gastar muito dinheiro

por GUILHERME SILVEIRA

Diariamente é comum cruzar com motociclistas que pilotam sem o mínimo de equipamento de proteção. O que poucos sabem é que não é preciso gastar muito para se equipar da maneira correta.
Segundo Maurício Salomão, do setor de marketing e vendas da loja Casa do Capacete, “para rodar com segurança, a conta ideal fica em torno de 10% do valor gasto na moto. Porém, em média esse porcentual não costuma passar de 5%. No caso de motos esportivas, é pouco para rodar bem protegido”, constata. Confira dez dicas para ficar bem na foto. Ou melhor, na moto!   
1) O item fundamental
Capacete aberto é legal para mostrar o rosto, dar piscadinhas e se refrescar. Mas, esqueça esse tipo de casco para qualquer volta maior do que ir até a esquina, bem devagar. Em uma queda mais séria, modelos com a frente aberta protegem a nuca, mas não evitam de prensar o rosto contra o asfalto – ou guia – algo que pode deixar marcas permanentes, além de possível deslocamento da mandíbula, ou nariz e queixo “bipartidos”. No mínimo, invista em um modelo fechado que abre a dianteira – bem conhecido como Robocop – para uso urbano. Aí dá para erguer a frente e ventilar as ideias. Pelo menos enquanto estiver parado, esperando o sinal abrir. Valores: entre R$ 220 e R$ 3.000.
2) Capacete confortável e resistente 
Ao escolher um capacete, o mais importante é vesti-lo e se certificar de que está justo na cachola: cascos folgados podem sair voando em uma colisão. O ideal é escolher modelos mais claros – esquentam menos e são mais visíveis – com viseira ampla, que proporcione boa área de visão lateral. A maioria traz ventilação frontal e traseira. Normalmente os capacetes são feitos de plástico injetado. Os mais caros – leves e resistentes – utilizam multifibras, a exemplo de kevlar, carbono e zion em sua construção. Aqui não compensa economizar: preços começam entre R$ 400 para os de plástico” e R$ 1.600 para os multifibras.
3)Óculos escuros
Prefira usar óculos escuro de acetato (tipo de plástico) por dentro do capacete. Segundo o óptico Daniel Madio, “em caso de impacto de algum objeto contra o óculos, há casos das bases da armação de metal penetrarem no nariz. Modelos de plástico, anatômicos junto ao nariz, não oferecem esse risco”. Ainda de acordo com ele, lentes de policarbonato são as mais resistentes contra impacto de objetos “voadores” – alguns suportam até tiros de calibre .38! Atualmente há capacetes com práticas lentes escuras retráteis, que dispensam uso de óculos escuros.

4)Calçado adequado
Incrível, mas é possível ver motociclistas pilotando com sandálias e até chinelos. Visto que uma das partes mais vulneráveis – e atingidas em quedas – são os pés e calcanhares, não pilote desprotegido. Use no mínimo um tênis reforçado (existem modelos próprios para andar de moto, a partir de R$ 400) ou uma bota (cano curto ou longo, entre R$ 450 e R$ 1.200) com reforços superiores. Dê preferência aos modelos sem cadarço, com os quais não se corre o risco de enroscar na corrente. 
5) Jaquetas
Jaqueta apropriada já não é algo caro, e há diversas opções, indo da cordura ao couro – entre R$ 300 e R$ 2.400. Modelos de cordura (marca do tecido, como nylon) são resistentes; muitos trazem entradas de ventilação – além de suportarem chuvas medianas. Há também os modelos ventilados, para uso no verão, e os  impermeáveis. As proteções básicas costumam englobar reforços nos cotovelos, ombros e costas. Os níveis de proteção (e acabamento) aumentam de acordo com o preço.

6) Calças reforçadas
Jeans especiais para motociclismo são opções interessantes para usar no dia-a-dia. Muitos nem parecem ser especiais, mas têm tecido e costuras reforçadas, além de incorporar proteções (destacáveis) para os quadris e joelhos. Valores médios vão de R$ 200 a R$ 300.
7) Roupa impermeável
Invista em um conjunto de roupa para chuva. Se já tiver uma jaqueta impermeável, ideal é adquirir ao menos uma calça. Normalmente de vinil, deve ser pouco maior que o comprimento das pernas, pela falta de flexibilidade do material na hora de se acomodar na moto. Valores: de R$ 50 a R$ 300.
8) Mãos também protegidas
Luvas são de suma importância, mesmo em passeios curtos. Modelos de couro oferecem maior proteção e seguram bem a chuva, portanto vale gastar um pouco mais neste tipo clássico – há também modelos de nylon, cordura impermeáveis. Se não aprovar o calor que elas geram, opte por um modelo de tecido com reforços para as palmas e parte superior dos ossos das mãos (as cabeças dos metacarpos). Valores: comum de R$ 90 a R$ 400; couro de R$ 120 a R$ 600.
9) Contra pés molhados
Polainas para os pés não encharcarem com a chuva devem ser eficientes – e não necessariamente bonitas. O ideal é terem abertura na parte traseira dos pés, de maneira a não escorregar ao apoiar a planta do pé no chão. Há também capas para botas, feitas de tecido sintético. As botas de couro têm como vantagem a resistência do material, além de suportarem boa dose de água e dispensarem as feias polainas. Valores das polainas vão de R$ 30 a R$ 120, capas em torno de R$ 70.
10) Bagagem
Se você não gosta de baús balançantes e prefere a versatilidade de uma mochila, há modelos especiais para andar de moto. Eles trazem engates frontais para travar a bolsa contra o peito – evita da mochila querer voar – e até cobertura traseira impermeável. Custam entre R$ 320 e R$ 850, caso da mochila Oggio, projetada para oferecer mínima resistência em altas velocidades.

Fonte;http://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2014/11/dez-equipamentos-essenciais-para-andar-de-moto-com-seguranca.html

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Humildade e generosidade por Reinaldo Brosler | 09.02.2014

Certamente são duas das nossas mais simples virtudes e das mais ricas e escassas. Principalmente neste novo tempo, do eu tenho, do eu sou, do eu posso, do pode quem tem, do tem quem pode mais e do você sabe com quem está falando? Daí pra fora.

Esta escassez de humildade e generosidade é quase inaceitável, se compreendermos que mesmo os nossos sucessos são obras do acaso. E não estamos nos referindo apenas àqueles que tivemos em decorrência de uma grande sacada ou por estar no lugar certo na hora certa, num quase acidente de percurso.
Mesmo pra aqueles que seus sucessos foram fruto de uma supra inteligência, eles definitivamente são obra do acaso, pois este diferencial de inteligência foi fruto de um acaso genético das interpolações do DNA dos seus progenitores, criando genes que permitiram esta condição, pelo mero acaso da variação genética. Se considerar merecedor de 100% dos benefícios que esses atributos proporcionaram, realmente não faz muito sentido. Que meritocracia é esta em ter os genes certos “na hora certa”?
Pois, como bem disse outro beneficiado geneticamente, o brasileiro Stephen Kanitz, premiado escritor, administrador, consultor e conferencista formado em Harward, se ele e os empresários de sucessos e milionários, como Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg, Jesse Eisenberg e Eike Batista, tivessem nascidos há 2.000 anos atrás, seriam trucidados se tentassem alcançar uma posição de destaque equivalente à época, pelo simples motivo de não terem o porte físico necessário para se tornar um grande comandante e guerreiro, por não terem os genes certos “na hora certa”.
E esta humildade e generosidade, independente do acaso genético, deve ter lugar também nos grandes inventores, já que o cerne das suas importantes invenções, com raras exceções, são traduções exatas de expressões da própria natureza. Podemos encontrar estes “natiplágios” de sucesso na fita velcro dos carrapichos nos campos e florestas, do perfil aerodinâmico e “estrutura leve” do avião nos pássaros, da orientação magnética em séculos de navegação, na polêmica fusão nuclear e em muitos e muitos inventos e descobertas com paralelos no universo. Não há sentido a falta de humildade e generosidade nos indivíduos que conquistaram tanta glória por estas ditas “invenções”.
Mesmo pelas grandes obras de escritores e pintores, quando eles expressam ao seu modo um tema, como uma linda flor ou paisagem. Pois, por mais que eles utilizem seus talentos, jamais poderão superar a real beleza e riqueza deste pequeno exemplo de natureza. E ainda terão que utilizar a sua humildade e generosidade da natureza para agradecer a ela, já que estarão de certo modo, se usurpando desta maravilha. Como um quase plágio.
É uma grande virtude sermos generosos com os nossos conviventes, em todas as nossas expressões, no motociclismo e fora dele, sem arrogância e altivez. No motociclismo das antigas, este sentimento de estar sobre duas rodas na estrada com irmãos de fé e destino, era mais desapegado ao ano, marca e cilindrada da motocicleta e em que classe da sociedade cada um pertencia ou qual era o valor da sua conta bancária. Isso não importava.
Todo este negócio de genes certo “na hora certa” nem passava pelas nossas cabeças. Não havia diferenças, vivíamos uma plenitude de cumplicidade e entrega ao verdadeiro “ser motociclista”. Nós éramos “os caras” certos, no momento certo, com “um certo” veículo de duas rodas e num certo lugar que poderia ser qualquer um. Tudo muito simples.
Não há como negar, nosso mundo mudou e não tem volta.
Os nossos respeito e congratulações aos beneficiados geneticamente com os genes certos neste momento, idem para os que tiveram uma grande sacada ou estavam “acidentalmente” no lugar certo na hora certa. Sejam bem vindos. Mas se quiserem andar com a gente, muita calma companheiros, terão que se despir desta carapaça de bem sucedidos anunciados e vestir nossa indumentária, com todo os seus valores, com humildade e generosidade, pra a partir daí poder colocar muita estrada na veia.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

CORRENTE, CORREIA OU CARDÃ, QUAIS AS DIFERENÇAS?

Cada qual com suas características, vantagens e desvantagens... 
Rodando pelas ruas percebemos facilmente que a maioria das motocicletas possuem sistema de tração por corrente. Mas muitas usam também sistema por correia (é o caso dos modelos da Harley Davidson e Buell) e por cardã (como os modelos GS 1200 da BMW, Suzuki Boulevard, Yamaha Drag Star e tantas outras de porte maiores). 

Quais as características de cada uma desses tipo de tração? 
O sistema mais comum é o de acionamento por corrente. É também o mais barato, não só pelo uso comum, mas também pelo seu próprio mecanismo, que é mais simples. Neste sistema, a corrente é encaixada, na parte posterior, ao pinhão que está preso ao eixo (ou árvore) do câmbio, que sai do interior da "caixa do motor". Na parte anterior, ou seja, atrás, a corrente está encaixada à coroa dentada que, por sua vez, está presa à roda. A força motriz é gerada, claro, a partir do motor, portanto, vem do pinhão a tração necessária para a roda girar. 
O sistema de tração por correia dentada é semelhante, porém, com a vantagem que a correia não de dilata tanto quanto o aço da corrente, devido ao calor gerado no atrito das partes. Isso faz com que a manutenção - esticamento da correia - seja menos frequente do que da corrente. A correia é também mais silenciosa e não acumula a sujeira inevitável de graxas e lubrificantes necessários na corrente. A desvantagem da correia é que, se ela arrebentar-se durante uma viagem e o piloto não tiver uma reserva, conseguir a substituição será uma questão de sorte. Modelos como as Harleys e Buells, utilizam a correia dentada em seu sistema de tração.
O sistema de acionamento por cardã é, de longe, o que mais encarece a máquina, mas também o que menos requer manutenção. Os proprietários desses modelos só devem se preocupar com o óleo, mas, isso, a cada 10.000 Km ou mais. Evidentemente, levando-se em conta a peça não danificar-se por algum motivo. Mas, como nem tudo é 100%, existem relatos de que em arrancadas mais bruscas, o cardã costuma dar um tranco e levantar a traseira da moto. O cardã é visto em motocicletas como as Yamahas Virago 535, Drag Star 650, BMW GS 1200, os modelos Boulevard da Suzuki, VMax, entre outras. Outra questão (que é rara mas pode acontecer) é se quebrar o cardã numa viagem, a viagem certamente será interrompida por longos dias ou mesmo cancelada. 
Porém, como sabemos, o sistema mais utilizado de transmissão continua sendo por corrente, uma daquelas soluções tecnológicas tão tradicionalistas que ninguém parece disposto a discutir. Nas pistas de qualquer modalidade os elos imperam, absolutos, agora também repletos de novas tecnologias. Afinal, nenhum outro sistema permite variar com tanta facilidade a relação de transmissão, alongando ou encurtando as proporções de redução. 
Uma corrente é composta por elos, tubos, pinos, anéis de vedação. Algumas têm lubrificação interna e anéis de polímero para impedir que elementos externos aumentem o atrito, caso de poeira e água, mantendo o interior dos segmentos sempre lubrificado e isento de corrosão. 
Mas, qual a melhor transmissão? Sinceramente, é a que vem de fábrica na sua moto. Essa matéria não visa responder essa pergunta. O que é certo é que aqueles que pilotam motos com cardã, vão dizer que esse sistema é o melhor. Quem pilota motos com correia ou corrente, vão dizer o mesmo! O importante, seja lá qual for a transmissão da sua moto, é você sempre fazer a manutenção adequada. 

Resumidante podemos citar os prós e contras de cada um dos sistemas de transmissão:
CORRENTE 
PRÓS: Simplicidade mecânica; troca fácil e barata; permite alterar a relação.
CONTRAS: Maior ruído e sujeira; requer ajustes e lubrificação; tem a menor vida útil.
CORREIA 
PRÓS: Elevada durabilidade; mais limpa, leve e silenciosa; requer pouca manutenção.
CONTRAS: Mais cara que a corrente; não suporta rotações superelevadas; maior risco de rompimento.
CARDà
PRÓS: Robustez e longa vida útil; menos ruído e manutenção; maior eficiência na transmissão de torque.
CONTRAS: Eventual efeito giroscópico; mais pesado e caro; troca de pneu exige cuidado técnico.