terça-feira, 17 de maio de 2016

Estória em quadrinhos

Me sinto meio personagem de quadrinhos, às vezes. Sempre que preciso fazer algo novo, fico esperando um convite. Quase como um vampiro, que nas estórias em quadrinhos precisam de um convite para entrar na casa da vítima que pretende fazer.
E que não parece mas sou tímido. Timidez seletiva, dizem. Mas muito tímido. Não sei pedir, não gosto de pedir favores, e se dependo do aceite de outra pessoa com a qual não tenho intimidade, é um tormento.
Coisa difícil essa de intimidade. As vezes se fica íntimo de alguém do trabalho e o seu irmão, alguém que nasceu do mesmo ventre que você, um entrave psicológico impossibilita uma conversa de dez minutos. Um estranho me deixa mais à vontade, se essa expressão puder ser usada aqui.
Acredito que algumas coisas não podem ser ensinadas, e intimidade é uma delas. Mas está depende de outros fatores de conhecimento próprio e amor, empatia, cortesia e bondade eu acredito firmemente que são características ensinadas.
Aí se alguém se conhece bem, tem os sentimentos bem resolvidos, tem composição e empatia, fica fácil criar intimidade com outros seres parecidos. A excessão daqueles que não gostam de gente. Mas creio que isso pode ser resolvido ensinando a essa criatura um pouco de empatia.
Viver dá trabalho e não tem fórmula, mas faz parte das minhas crenças pessoais utilizar a máxima de Sócrates: Conhece-te a ti mesmo (e ganharás o mundo? Ou talvez um pouco de paz). De uma coisa tenhamos certeza: você vai precisar fazer boas escolhas e o auto conhecimento é de fato uns delas.

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