quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sobre as despedidas provisórias.

Passei um dia inteiro, pensando nisso.
Ainda não sei o que dizer.
Sou, como Voltaire, amante das liberdades. todo mundo pode pensar o que quiser, e fazer desde que não incomode terceiros. O meu papel, como ser humano é impulsionar isso.
Poderia ficar uma tarde falando sobre sociologia, mas não posso sequer responder um e-mail.
Tenho um amigo que me diz sempre: não crie expectativas nas pessoas.
Eu não aprendo.
A cada dia que passa me sinto mais atado. Como numa camisa de força.
O cara tem os braços, mas não pode usá-los.
Estou muito desconfortável, para utilizar um eufemismo e diminuir o impacto das minhas palavras, de ler esse seu e-mail na reunião, na frente de todos, inclusive do membro de nossa facção Aracaju que estará presente essa semana.
Espera, eu não falava agora mesmo das liberdades que eu tanto amo?
Vai entender o ser humano...
O inferno são os outros, como dizia Jean Paul Sartre.
Tudo o que eu posso dizer, sem acusá-lo de nada, sem cobranças, sem dramas, é que não foi um bom dia.
O dia todo não, mas o momento em que li isto sim.
Eu esperava que acontecessem coisas diferentes, já criando expectativa novamente, e que você não mais tirasse o brasão do colete novamente.
Uma vez, foi suficiente para mim.
E pelo jeito, serei eu a ir pegá-lo na sua casa. Outro trauma.
Muito do que sei hoje eu devo a você.
Então, como nada posso fazer neste momento, para mim, no mínimo solene, tenho uma coisa a dizer em minha defesa:
Obrigado.
Não pense que vou me afastar de você, ou deixar de te defender, quando precisar.
Para mim, quase tudo fica igual.
E gosto mais ainda de você, por ter tanta coragem.
Ser adulto não é nada fácil.
Para Cleyton Silva.

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