segunda-feira, 4 de novembro de 2013

CORRENTE, CORREIA OU CARDÃ, QUAIS AS DIFERENÇAS?

Cada qual com suas características, vantagens e desvantagens... 
Rodando pelas ruas percebemos facilmente que a maioria das motocicletas possuem sistema de tração por corrente. Mas muitas usam também sistema por correia (é o caso dos modelos da Harley Davidson e Buell) e por cardã (como os modelos GS 1200 da BMW, Suzuki Boulevard, Yamaha Drag Star e tantas outras de porte maiores). 

Quais as características de cada uma desses tipo de tração? 
O sistema mais comum é o de acionamento por corrente. É também o mais barato, não só pelo uso comum, mas também pelo seu próprio mecanismo, que é mais simples. Neste sistema, a corrente é encaixada, na parte posterior, ao pinhão que está preso ao eixo (ou árvore) do câmbio, que sai do interior da "caixa do motor". Na parte anterior, ou seja, atrás, a corrente está encaixada à coroa dentada que, por sua vez, está presa à roda. A força motriz é gerada, claro, a partir do motor, portanto, vem do pinhão a tração necessária para a roda girar. 
O sistema de tração por correia dentada é semelhante, porém, com a vantagem que a correia não de dilata tanto quanto o aço da corrente, devido ao calor gerado no atrito das partes. Isso faz com que a manutenção - esticamento da correia - seja menos frequente do que da corrente. A correia é também mais silenciosa e não acumula a sujeira inevitável de graxas e lubrificantes necessários na corrente. A desvantagem da correia é que, se ela arrebentar-se durante uma viagem e o piloto não tiver uma reserva, conseguir a substituição será uma questão de sorte. Modelos como as Harleys e Buells, utilizam a correia dentada em seu sistema de tração.
O sistema de acionamento por cardã é, de longe, o que mais encarece a máquina, mas também o que menos requer manutenção. Os proprietários desses modelos só devem se preocupar com o óleo, mas, isso, a cada 10.000 Km ou mais. Evidentemente, levando-se em conta a peça não danificar-se por algum motivo. Mas, como nem tudo é 100%, existem relatos de que em arrancadas mais bruscas, o cardã costuma dar um tranco e levantar a traseira da moto. O cardã é visto em motocicletas como as Yamahas Virago 535, Drag Star 650, BMW GS 1200, os modelos Boulevard da Suzuki, VMax, entre outras. Outra questão (que é rara mas pode acontecer) é se quebrar o cardã numa viagem, a viagem certamente será interrompida por longos dias ou mesmo cancelada. 
Porém, como sabemos, o sistema mais utilizado de transmissão continua sendo por corrente, uma daquelas soluções tecnológicas tão tradicionalistas que ninguém parece disposto a discutir. Nas pistas de qualquer modalidade os elos imperam, absolutos, agora também repletos de novas tecnologias. Afinal, nenhum outro sistema permite variar com tanta facilidade a relação de transmissão, alongando ou encurtando as proporções de redução. 
Uma corrente é composta por elos, tubos, pinos, anéis de vedação. Algumas têm lubrificação interna e anéis de polímero para impedir que elementos externos aumentem o atrito, caso de poeira e água, mantendo o interior dos segmentos sempre lubrificado e isento de corrosão. 
Mas, qual a melhor transmissão? Sinceramente, é a que vem de fábrica na sua moto. Essa matéria não visa responder essa pergunta. O que é certo é que aqueles que pilotam motos com cardã, vão dizer que esse sistema é o melhor. Quem pilota motos com correia ou corrente, vão dizer o mesmo! O importante, seja lá qual for a transmissão da sua moto, é você sempre fazer a manutenção adequada. 

Resumidante podemos citar os prós e contras de cada um dos sistemas de transmissão:
CORRENTE 
PRÓS: Simplicidade mecânica; troca fácil e barata; permite alterar a relação.
CONTRAS: Maior ruído e sujeira; requer ajustes e lubrificação; tem a menor vida útil.
CORREIA 
PRÓS: Elevada durabilidade; mais limpa, leve e silenciosa; requer pouca manutenção.
CONTRAS: Mais cara que a corrente; não suporta rotações superelevadas; maior risco de rompimento.
CARDà
PRÓS: Robustez e longa vida útil; menos ruído e manutenção; maior eficiência na transmissão de torque.
CONTRAS: Eventual efeito giroscópico; mais pesado e caro; troca de pneu exige cuidado técnico.

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