sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

À Musa

22/01/2005.

Quem a vir passar não adoeça
Da dor que rasga o peito e move o mundo.
Não meça sua falta por segundo,
Nem tenha sua presença por promessa.

A pressa que retarda o acontecer
De vir a musa audaz encher os olhos,
Do cavalgar do tempo, a inimiga,
A ânsia prende a mágoa ao ilusório.

Mas persiste a espera, o desespero,
E a angústia de não ver a bela ausente
Como se sua presença, seu mistério,

Resolvesse todo o ocidente.
Mas só se resolve esse tumulto entre
As muralhas do meu peito e o universo.

Para Sheila Chaves.

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